Como vais?”

Entre a logística de organizar viagens, eventos e divulgar, faço um pouco de terapias e um pouco de ensinar práticas taoístas. Os dias têm sido muito preenchidos sem serem sufocantes, porque na agenda entre os vários compromissos, lê-se também o que não pode faltar “respirar”, “caminhar”, “nada”, “ser”, “o que der na telha”, “continuar a ser feliz” e “crescer”.

As tarefas não se tornam insignificantes, sempre que nestas me coloco com significado. Faço com brio e aponto para a excelência, desistindo das que me embrenhei e bem tentei. Desta forma, tudo adquire significado e torna-se assim gratificante. Não tanto pelo que oferece em retorno e mais pelo que me retorna quando me ofereço.

A China por lá fica, há ano e meio. Na sequência viajei muito a solo e seguidamente mais ainda em trabalho. Entre fusos e balanços, guiei e cuidei mais de oitenta pessoas. Em cada viagem como guia, sou pai e sou mãe. Assim tanto viajei que cansei e agora, descanso.

Este ano cuido à distância pelo tempo e guia o irmão no terreno pelo presente. Quem pouco viajou e muito imagina, estranha ao escutar tais palavras. Parece estranhar-se a realidade que não corresponde à familiar imaginação. Sempre estranho ao constatar que a imaginação é mais familiar que a realidade.

Corpos presentes e de presença ausente, à realidade que extravasa a moldura da imaginação, da página, da descrição, do ecrã.

Imaginai que desiludindo-se muito, despertaria e que as diversas cortinas da ilusão se levantavam para relevar um mundo extra-e-ordinário. Que um mundo não separado em bom e mau, se revelaria simples e um mundo de ser. Que viagem então querid@ amig@! Que viagem !

2017-01-12T21:35:01+00:00

Comente com gosto

%d bloggers like this: