Medo que não valha a pena acontece quando a alma está pequena. A dúvida, a incerteza, a confusão e o equívoco do tempo comprimem-na.
Com medo que não valha a pena vivemos dias medíocres e esforçadamente controlados por uma agenda, um telemóvel e planos sobre planos em cima de planos entre planos.
Descomprometidos com o que interessa e comprometidos com tretas, que não interessam para nada mais do que sossegar os medos, sossegar o imaginário e alimentar um ser limitado na imagem de um ego.
E dias há em que sobrevivemos, vivendo aquém do viver. Naqueles dias em que não temos tempo, em que muito ocupados estamos. Não existe espaço para o imprevisto, a agenda está preenchida, não há espaço para a surpresa, o café com o amigo, o perder-se numa direção, o passeio pelo jardim, o desligar do telefone.
Depois há aqueles dias em que vivemos e a vida inunda-nos. Despertamos com o potencial, um dia de possibilidades e deitamo-nos com um “Uau ! que dia surpreendente!”. O universo consegue transcender na realidade qualquer plano que imaginemos, surpreendendo-nos quando nos encontra desocupados, despreocupados… noutras palavras, receptivos.
É importante sobreviver, pois é interdependente ao viver.
É importante reduzir o sobreviver ao essencial para que o viver tenha espaço a ser abundante.

2017-11-29T23:38:09+00:00

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