Nesta aula, aprendemos a preparar o caldo quente de gengibre, fundamental para a terapia.
39. Preparar o Caldo Quente de Gengibre
Introdução
A qualidade do tratamento é dependente da aplicação eficaz e dos preparativos realizados. Saber preparar convenientemente o caldo de gengibre, com os devidos cuidados, aprender a espremer as toalhas usando as técnicas adequadas, e com as devidas precauções, são fatores determinantes para garantir a eficácia e a segurança do tratamento, tanto para o terapeuta como para o paciente.
Instruções para Preparar o Caldo de Gengibre
- Ralar o gengibre: Ralar o gengibre fresco para obter o sumo, usando um dos utensílios adequados e com os devidos cuidados para proteger as mãos de acidentes.
- Colocar o gengibre ralado num saco: Coloque o gengibre ralado num saco de algodão, pano ou num saco grande de chá. Amarre bem o saco para que o gengibre não escape.
- Aquecer a água: Aquecer 3,5 a 5L de água num tacho grande até ferver. Quando a água ferver, reduzir o lume para o mínimo. Utilizando um fervedor de água, serão duas vezes este, pois tipicamente os fervedores eléctricos tem a capacidade de 1,7L.
- Adicionar o gengibre: Adicionar o saco de gengibre à água e usar o pau para espremer o sumo nesta. Devemos também mexer a água e mover o saco através desta para melhor extrair o sumo e realizar a infusão. Deixar o saco de gengibre na água bem quente pelo menos 10 a 15 minutos, podendo permanecer durante todo o tratamento. Caso se deseje iniciar o tratamento antes de passarem os 15 minutos em que fica de molho, então é essencial deixar o saco dentro do tacho durante o tratamento.
Espremer Toalhas e Caldo
Para espremer as toalhas e manter o caldo bem quente, é importante ajustar o nível do fogo entre o nível 3 e 5 do bico de fogão elétrico. Vários fatores ambientais podem causar variações no nível necessário.
Utilizam-se técnicas de segurança como soprar na toalha. Para verificar a temperatura, observar o vapor e monitorar a vermelhidão no paciente, bem como reações de contração, tensão muscular e respiração agitada. Se possível, pode também perguntar-se ao paciente se a temperatura está adequada à sensibilidade deste.
Inicialmente, utilizar 5 litros de água é mais apropriado. Após adquirida experiência, 3,5 litros serão suficientes, à medida que se aprende a espremer melhor e mais rapidamente, deixando o tacho destapado por menos tempo.
Dobrar a toalha
A toalha deve ser dobrada verticalmente em três partes. Inicialmente, estarão preparadas pela Técnica de Dobragem Compacta. Porém, durante todo o tratamento, a Técnica de Dobragem Vertical em Três terá de ser repetida de forma ágil e célere. Aplicar a técnica com a toalha seca é relativamente simples, uma vez que podemos até usar o apoio de uma mesa. Aplicar a técnica numa toalha molhada e a escaldar, requer desenvolver uma habilidade adicional. Neste caso, a técnica terá de ser realizada no ar e o mais rápido possível para não perder o precioso calor do gengibre. Com a toalha na vertical seguramos as pontas secas do topo, unindo uma das pontas a um terços da outra e na dobragem seguinte, dobramos ao meio pela mesma linha. Seguramos com o polegar e indicador o topo da toalha já dobrada em três, seguidamente com a ajuda da outra mão puxamos a borda da toalha em baixo para a segurar com os outros três dedos disponíveis (médio, anelar e mindinho). Deste modo, consequiremos segurar ambas as pontas da toalha quente com apenas uma mão.
Dextros devem segurar a toalha com a mão esquerda e canhotos devem segurar a toalha com a mão direita. Isto ocorre, porque queremos segurar o pau com a nossa mão mais hábil.
Mergulhar a toalha
Com a toalha dobrada em três, seguramos ambas as pontas e mergulhamos a toalha mantendo as pontas secas e relativamente afastadas do calor ascendente do tacho. A toalha deve ser movida no tacho para que possa embember plenamente, o caldo e o calor.
Espremer a toalha
A toalha molhada deve ser subida cuidadosamente da água a escaldar. Cuidados redobrados devem ser tomados, para evitar salpicos ou possíveis queimaduras do vapor ascendente. Se um calor excessivo atingir a mão, deve-se contrariar o impulso de soprar a mesma. Ao invés, o sopro deve ser dirigido para o espaço vazio abaixo da mão, para arrefecer o fluxo de vapor quente ascendente, antes que alcance os membros. Esta excelente técnica do Sopro a Montante, poderá também ser aplicada ao escorrer esparguete e cozinhados semelhantes.
Coloca-se o pau entre a abertura da toalha e começa-se a torcer cuidadosamente. Devemos assegurar que a água quente cai de volta ao tacho durante todo o processo. O movimento para espremer a toalha, é um dos pontos onde os aprendizes sentem mais dificuldades. Ambas as mãos devem mover-se como que a pedalar uma bicicleta imaginária. Este movimento síncrono duplica a velocidade e extensão a que exprememos a toalha utilizando o pau e a outra mão para a torção. TIpicamente temos de repetir e insistir na torção, até garantir que a toalha fique bem espremida. Uma toalha bem espremida deverá ficar bem quente e húmida, mas não molhada.
Desenrolar a toalha
Realizamos agora com ambas as mãos, o movimento inverso do pedalar (anteriormente realizado ao espremer as toalhas). Se a toalha já estiver bem espremida, podemos então desenrolar toda a toalha e pousar o pau.
Estirar a toalha
Pegando em ambas as pontas da toalha dobrada e húmida, vamos esticá-la para endireitar possíveis vincos e voltar a dobrar horizontalmente. A toalha estará agora pronta a aplicar no tratamento.
Cuidados Adicionais
- Evitar fervura do caldo de gengibre: Se o caldo ferver, as propriedades do gengibre começam a ser transformadas. Não é o ideal para o tratamento com compressas.
- Caldo individual: Idealmente, usa-se um caldo de gengibre por pessoa. Se os pacientes forem familiares entre si, e estão numa boa condição, o mesmo caldo pode ser utilizado para duas pessoas. Se a cor da água, não ficar muito escura após o primeiro tratamento, ajuda a aferir essa possibilidade de usar o mesmo caldo em dois familiares.
- Temperatura das toalhas: As toalhas devem estar bem quentes e bem espremidas. As primeiras toalhas devem estar menos quentes, de modo a ambientar o corpo. Observa-se como o corpo do paciente reage ao calor para ajustar a temperatura das compressas seguintes. Progressivamente aplicam-se as toalhas cada vez mais quentes. Durante todo o tratamento é pretendido escaldar a cada aplicação sem queimar, exceto nas primeiras aplicações em que será preferível aplicar apenas quente (sem escaldar) para que o paciente consiga relaxar.
- Não usar plástico ou borracha: Não colocar plástico ou borracha sobre a toalha para mantê-la quente por mais tempo. Isso impede que as toxinas se libertem, que poderão ser prejudiciais à saúde.
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