No quotidiano a realidade apresenta-se de uma forma concreta e material, porém quando vamos um bocadinho mais a fundo ou mais acima, estala o verniz do paradigma cartesiano. O mundo não é composto de coisas, o mundo é simplesmente composto… e coisas surgem.

Num nível de observação mais rudimentar compreendemos o que é transitório, fluído, vibratório e imaterial, como sendo permanente, sólido, fixo e material. A um nível de observação mais aprimorado entendemos que o aparente objecto permanente, sólido, fixo e material é na essência um fenómeno transitório, fluído, vibratório e imaterial. Quando realizamos claramente este fundamento, entendemos que mesmo um “Ser” como o humano, é um verbo e não uma coisa.

A um nível fundamental toda a matéria resume-se a energia mais ou menos densa, de acordo com o movimento vibratório ou “aceleração” predominante. Esta propriedade foi comprovada inúmeras vezes por diferentes observadores. O físico Albert Einstein tornou-se célebre ao expressar numa fórmula matemática esta mesma relação E=m×c² (Energia é igual a massa vezes a velocidade da luz dobrada). Assim toda a massa (ou matéria) pode ser entendida como m=E/c², a energia repartida ao longo de uma velocidade. Por outras palavras, pela frequência .¸.·´¯‘·.´¯‘·.¸¸.·´¯‘·.¸. ♪

Apesar destes princípios serem aplicados nos campos da física e produzir todo o tipo de tecnologia que hoje utilizamos, continuamos a oferecer uma considerável resistência a esta revelação nuclear às implicações filosóficas que acarreta na natureza da realidade. Continuamos a ser ensinados a adotar o pensamento cartesiano de um mundo composto unicamente de objetos, mensuráveis e materiais. Apesar de desatualizado, este continua a ser um paradigma comum em vigor, mesmo entre vários cientistas que apesar de seguirem as descobertas mais recentes no campo científico, não alteraram em nada o paradigma anacrónico para interpretar essas mesmas descobertas.

Também a natureza paradoxal de como a realidade é descrita por estas “novas” físicas é contrasensual. Basta ver, por exemplo o filme “Interstellar”, e observar a admiração e confusão causada. Comemos o fruto e rejeitamos a árvore.

Nesse sentido, as tradições filosóficas orientais, tais como o daoismo, o budismo e o zen budismo, apresentam modelos filosóficos perfeitamente alinhados com as novas descobertas da física. Apesar de antigas, a filosofia desenvolvida por estas é extremamente avançada, razão pela qual têm sido associadas ao longo dos tempos, como sendo tradições “místicas”.

À luz das descobertas científicas mais recentes, a cosmologia retratada por estas tradições começa a ser lenta mas progressivamente abraçada e entendida por alguns. Por exemplo, o modelo binário constituído por 0 e 1, que serve de base à eletrónica e informática, foi desenvolvido por estas tradições antigas há milhares de anos. O novo modelo a ser desenvolvido para possibilitar a computação quântica, em que 0 e 1 podem assumir dinamicamente vários estados, está igualmente postulado pela teoria e símbolo ancestral do yin-yang ☯, assim como pelos postulados descritos nesta. Também o ancestral livro do I JING “O Livro das mutações”, com os seus 64 hexagramas, foi recentemente correlacionado com a expressão genética do DNA e as mutações associadas.

FONTES

http://www.cardiometry.net/issues/simple-association-of-the-genetic-code
Livros “Dao De Jing”, “O Tao da Física”

2017-11-29T23:37:29+00:00

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