Obrigado

ZIMP (7)
O b r i g a d o !
É longa a história e num sentido mais estreito, recuando um pouco, chegamos a uma obrigação, uma espécie de prisão imposta, uma dívida. Continuando e recuando um pouco mais, compreendemos que é uma ligação, um elo que indicia união. Assim um sentido “Obrigado” na sua origem, poderia significar simplesmente o reconhecimento de que estamos todos intersectados, que somos interdependentes. Estamos inseridos na mesma matriz e como tal entrelaçados uns nos outros.
“obrigação vem do Latim obligatio, originalmente “ligação, elo”, de ob-, “para”, mais ligare, “atar, unir, ligar”. Uma pessoa em obrigação com outra está atada a ela pelos laços da consciência, da ética e da moralidade” ~origemdapalavra

Assim um : “obrigado”, “grato”, “bem hajas”, “namaste” (a divindade em mim reconhece a divindade em ti) ou “abençoado sejas até à décima oitava geração”, etc. São tudo formas de mostrar este reconhecimento e ligação ! Todas igualmente válidas se ditas com genuíno reconhecimento.

A Gratidão é um sinal de reconhecimento, de entender a ligação. Tendo um genuíno apreço por todas as circunstâncias que nos geram, mantêm e transformam. Agradece assim, a criança ao útero que o acolheu, agradece ao mundo que a acolhe, agradece à morte que a transforma. Um salmão pouco antes de entrar na boca do urso, se o seu reconhecimento for profundo, poderia agradecer nesse instante, reconhecendo a ligação que o liga ao seu destino e consequente transformação. Sem salmão não há urso, sem urso não há transformação. Um alimenta o outro, reciprocamente.

Um exemplo desta interdependência, é a cascata trófica, bem descrita nos vídeos :

Podemos observar este grau de afectação em todo um sistema ecológico. Que ainda que parecendo grande (relativamente ao nosso umbigo), não deixa de representar uma pequena perspectiva, face a um sistema universal. Se a este somarmos biliões de anos, de uma matriz que nos liga pelo tempo, espaço e entre outras dimensões… torna-se um mistério, que até ver, nos transcende.
Brincando um pouco com as palavras… viemos dos nossos pais e temos uma dívida eterna de gratidão para com estes. Divida no sentido de que fomos divididos, separados, criados, para tomar forma …a partir destes. Sendo estes a nossa origem na forma humana. Esta “dívida” representa o mesmo que um elo eterno, uma ligação, união que nos transporta a estes. Esta ligação estende-se aos pais deles e assim sucessivamente até aos nossos ancestrais mais remotos. Continuando, remontamos a entidades mais elevadas e assim sendo também a estes elementais torna-mo-nos ligados… ad eternum, ad infinitum até à origem do universo. Bing… aquele momento em que o universo nos pariu …Bang !
A nossa gratidão estende-se também a este evento, a esta origem.

Pelo mesmo entendimento. em nenhuma representação tradicional de Buda, o vemos com as palmas das mãos juntas, agradecendo ou pedindo a poderes mais altos por ajuda. Atingindo o estado de desperto, Buda fica liberto das amarras que o obrigavam a abrigar-se neste mundo de ilusões, por ciclos repetidos intermináveis de reencarnação. E como tal, fica ilibado de agradecer, engrandecer ou qualquer outro tipo de elo vinculatório.

Assim, na próxima vez que respirares.. respira fundo… bem fundo… expira até infinito… relaxa… e agradece de coração.

Abençoad@ sejas até à décima sétima geração !
2017-01-12T16:56:20+00:00

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