Nós

2-Taize.2005-25

O primeiro equívoco comum é crer que a resposta está fora de nós. Este movimento de exploração do meio, é algo natural e inerente a todos os seres que nascem ao mundo. Buscamos por um longo tempo, até ao dia em que alguém nos diz, ou escutamos alegures “não busques fora, está tudo dentro”. E é deste ponto que evoluímos, de um equívoco para outro.
O segundo equívoco comum é crer que a resposta está dentro de nós, ou dentro de um substrato a que chamaríamos “Eu” ou “Isto”.
8-14Move-mo-nos de uma busca “fora” para uma busca “dentro”. Dentro de quê ? Fora de quê ? Alguns respondem pronta e automaticamente “fora de si” e “dentro de si”, de tão comum que se tornou. Porém, isto apenas fará sentido (e poderá fazer) se entendermos corretamente o que significa “si”, o que significa “eu” e aí todas as resposta serão acertadas. Não pelo valor intrínseco das mesmas e mais pelo entendimento ajustado do próprio. Em gíria popular, “para bom entendedor meia palavra basta”, da mesma forma, para “bom entendedor meia verdade bastará também” mesmo “quando meia verdade é maior que uma mentira”. Torna-se verdade pelo entendimento, que permite ver a verdade contida, para lá do encoberto. Na verdade absoluta tudo é verdade. E é nesse sentido que aquele que se liga ao absoluto obtém o entendimento. Consegue visionar a verdade do Todo, em tudo. Nesse sentido, poderia considerar-se toda a verdade, como uma espécie de luz indestrutível, porém passível de ser coberta, desviada ou distorcida. É também neste sentido, que a toda a revelação se dá o nome de descoberta. Descoberta da verdade distorcida, da meia palavra, da meia verdade. 1-Taize.2005-4É a este equívoco, a esta distorção da luz, que daremos o nome de falso, errado, mal, incorrecto, desajustado. Sim, “tudo está certo” e não, não está tudo certo. Tudo é incerto que se acerta. Barreiras que separam a luz da luz, a verdade da verdade, lançando sombras inexistentes por divisão de um espaço de luz. Assim no taoismo e outras tradições, diz-se que vimos do mundo “sem forma”, do vazio, do potencial, do útero, do infinito. E deste brota o mundo das “formas”, das separações, do finito, do preenchido, do manifesto.

A resposta não está no exterior, nem tão pouco no interior.
Não ocorre em nenhum espaço ou tempo em particular.
Interno e externo, não são separados.
“Você”, “dentro de você”, “fora de você”, “não você” deixam de existir como distâncias, espaços ou direções.
A este hiato de singularidades em abstrato, deu-se o nome de “Nós”. E é nesse sentido que se diz “encontraremos tudo em Nós”.
The “I” is alone, not separating becomes whole and in us there is All.one.

Em caso de dúvida, entre em contato consigo mesmo. Onde vive o mesmo ? Vive com.sigo ! Está aqui de barbas orando a algo mais vasto ou cantando na forma de um pássaro. Está naquele ser que observa num espelho, a que chamarás “eu” ou “tu”. Neste cume da montanha ou na estrela deste horizonte. Naquele coração que pulsa, no peito que considera seu. Assim como neste rebento, que brota da terra e que tendes a compreender como “não eu”.

No momento, em que compreendemos que somos a fonte e destino da procura, deixamos de procurar algo separado. Para nos realizarmos como a busca, integrando-nos continuamente… em nós. A busca em todos os nós.

As seguintes ilustrações desenvolvem o entendimento presente no texto. São acompanhadas de legendas descritivas, tecendo uma história, um conto. E em cada imagem foi realizada uma alteração, mesmo que pequeno, cada ponto é significativo a tecer o conto.

2017-01-12T16:56:15+00:00

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