Reduzir um campo às ferramentas que utiliza ou aos produtos que faz, é como conhecer um vinho apenas a ler o rótulo.

Se a Informática é Computadores então…
A Matemática é Calculadoras
A Arte é Pincéis
A Filosofia é Livros
A Arquitectura é Casas
O Cú é Calças

A informática é uma ciência da informação.
Um meio de fazer alquimia, extrair dados, interpretar, conhecer e transformar.
Mais importante que as máquinas são as metodologias.
Mais importante que a ferramenta, o artesão.
Mais importante que os produtos, as pessoas.

Se sentimos dificuldades com a ferramenta (computadores e outros bichos tecnológicos) é compreensível, muitas vezes os sistemas são pouco intuitivos. Já a dificuldade a interpretar informação, é uma forma de iliteracia que nos afecta na capacidade de interpretar o mundo, exterior e interior.

Quando ensino informática foco-me sempre em desenvolver a capacidade de resolver problemas e não de memorizar soluções. Com um pouco mais de esforço torna-se visível que essa capacidade de resolver e interpretar saí da matriz dos computadores e transfere-se para o mundo.

Uma curiosidade… Todos os filósofos que conheci até hoje são naturalmente geeks na informática… todos. Podem não ter paciência para as falhas num computador, mas entendem muito rápido a lógica. Acho que ocorre porque estão habituados a pensar, observar e resolver questões. E sim, também é certo, que nem todos os geeks são naturalmente grandes filósofos.

Daí-me um pau suficientemente comprido e um bom ponto de apoio que moverei o mundo”

~Arquimedes

“E alegures por aí há engenheiros a ajudar outros a voar mais depressa que um trovão 
mas onde estão os engenheiros a ajudar aqueles que tem de viver no chão?”

~Young Oxfam Poster
2017-11-29T23:38:10+00:00

2 Comentários

  1. Vasco Daniel 18 Outubro, 2012 em 15:09 - Responder

    Bem visto, não me tinha lembrado dessa. Poderia então em vez de dizer “Isso não será psicológico?” simplificar para “Isso não será divã?“
    Bem hajas Cláudia !

    NOTA PESSOAL : “psicológico”, “psicossomático”, “energético”… devem ser das palavras mais badaladas para referenciar um problema, dando um ar de entendido, sem dizer nada de concreto. Verdadeiramente, palavras gambuzinas.
    A expressão “efeito placebo” parece estar a seguir o mesmo caminho.

  2. cláudia a 18 Outubro, 2012 em 14:59 - Responder

    Não concordo nada. Pra mim psicologia = divã e mais nada. :p
    Obrigada por este blog Vasco ! 🙂

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