O que há para ti
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A Formação Anual de Práticas Taoistas de Wudang, não ocorre todos os anos e as vagas são limitadas para garantir um trabalho personalizado em turmas pequenas. O processo de candidaturas ocorre entre abril e junho, fechando meses antes do início em setembro, o que permite aos alunos começarem o estudo antecipado. A admissão passa por um processo de candidatura prévio que serve para verificar a adequação mútua: se o perfil do praticante se ajusta ao que procuramos e se a formação responde ao que este procura. Caso sintas entusiasmo com o programa, incentivamos-te a candidatar-te para que possamos avaliar, em conjunto, se o teu ingresso é adequado a ambos.
No segundo módulo, desvendamos como a força e a estrutura nascem da interconexão entre opostos. O ponto central será a exploração aprofundada dos princípios do Yin e do Yang, os Sete Axiomas e os Doze Teoremas, que revelam a manifestação dinâmica nas práticas e na realidade.
Aplicamos esta dualidade ao Taiji Quan e e em aplicações marciais. Trabalharemos o corpo como um eixo central que harmoniza forças aparentemente opostas mas complementares no movimento. Aprofundamos o Qigong das Três Vértebras – Sete Formas e as o movimento que explora e reúne os 5 Qi.
Aprendemos as bases da estabilidade do tronco, técnicas de Kung Fu (Punhos e Pontapés) e continuamos a Forma do Cavalo Celestial. Pela compreensão da dualidade alcançamos um fluxo e equilíbrio profundo nas suas taoistas de Wudang.
Wu qi gui yuan 五气归元 "Cinco Qi regressam à fonte" é um movimento que permite estirar, alinhar o corpo em todas as direções criando harmonia do corpo com o meio interno e externo.
Para ajudar a harmonizar o corpo e a mente vamos explorar com mais detalhe um dos exercícios do Qigong Curativo. Este movimento tem origem nas práticas daoistas de Wudang, sendo um dos movimentos utilizados para regular os fluxos internos do corpo e podendo ser usado como uma forma ativa de meditação. Exploramos algumas das variantes deste movimento e estudamos os meridianos percorridos.
Exploramos algumas das variantes do exercício “5 Qi regressam à fonte” com algum ênfase no desenrolar da espinha e a observação do movimento de diferentes ângulos.
Exploramos em detalhe o movimento "Desenrolar da espinha", a libertação das vértebras e o princípio do Wuji integrado na respiração com a prática.
Tiandiren 天地人, é uma expressão que define a nossa condição e necessidade de harmonizar com o meio em que estamos inseridos. O ser humano (人 ren) vive entre dois pólos, entre o Céu (天 tian) define o polo Yang que é criativo e a Terra (地 di) o polo Yin que é receptivo. Cabe a todos os seres entrar em harmonia com estas duas estas forças antagónicas e complementares, encontrando assim o seu lugar no fluxo do Dao.
O Tàijí zhīzhù, ou “Pilar do Taiji”, é uma prática fundamental de alinhamento vertical. Visualizando o corpo como uma coluna que conecta o céu e a terra, o praticante enraíza os pés firmemente enquanto suspende o topo da cabeça. Esta postura cultiva estabilidade profunda, centralização mental e o fluxo desimpedido de energia (Qi) pela coluna vertebral.
Para enraizar e estabelecer a ligação entre os centros do corpo este é um dos movimentos fundamentais do taijiquan
Praticar a sequência de movimentos de taijiquan da forma Tian ma 天马 "Cavalo Celestal" (Tian Ma Tai Ji Tao Lu 天马太极套路 Forma de Taiji do Cavalo Celestial) também conhecida por "33 passos".
Taiji Tu é um diagrama que se tornou icónico no ocidente onde é reconhecido como yin-yang
Taiji太极 (lit. supremo limite / suprema extremidade) é um termo cosmológico chinês para o estado “Supremo” de potencial absoluto e infinito indiferenciado, a unidade antes da dualidade, da qual yin e yang se originam. Emerge do antigo wuji (無極, “sem polo”).
Apesar de estar integrado no daoismo o símbolo do yin-yang não é um símbolo religioso. O símbolo do Yin-Yang (a ocidente), é chamado na China de “Símbolo do Taiji” 太极图 Tàijí tú. O Taiji Tu é originalmente um diagrama que representa o princípio cosmológico da dualidade Yin-Yang e o equilíbrio dinâmico do Taiji. Com o tempo, especialmente fora da China e em contextos ocidentais, tornou-se um ícone associado ao daoísmo e à cultura chinesa, sendo reconhecido visualmente como um símbolo de harmonia e equilíbrio

Todas as formas e fenômenos emergem da divisão da unidade primordial indiferenciada, o Wuji, dando origem à multiplicidade do universo manifestado através do Taiji.
Opostos aparentes, como grande e pequeno ou forte e fraco, complementam-se mutuamente, formando uma unidade funcional e indispensável.
Toda manifestação visível tem um aspecto oculto; a frente e o dorso coexistem inseparavelmente, como dia e noite, formando a totalidade de cada coisa.

Todos os fenómenos são efémeros, mudando constantemente a sua constituição quanto a forças yin e yang. Yin muda-se em yang, yang muda-se em yin.

Todas as manifestações físicas são yang no centro e yin na periferia.
Para verdadeiramente curar devemos cultivar a virtude e a virtude deve ir para lá da moral. Se integridade, bondade, humildade, compaixão, entre outras virtudes, for derivada da cultura ou de aprovação social, então nunca será verdadeiramente virtude mas mercantilismo.
Vasco Daniel Baião
No sistema da Medicina Tradicional Chinesa, os meridianos são canais por onde circula o qi (energia vital), ligando órgãos, membros e superfícies corporais, mantendo o equilíbrio yin-yang e facilitando a interacção entre céu, terra e corpo.
Seguem-se doze meridianos, indicando a trajetória no corpo e a recomendação de um ponto vital a estimular através de acupressão.
Versão animada mostrando os doze meridianos do corpo humano segundo a medicina chinesa.



A saudação envolvendo os punhos têm um significado ético profundo: o controlo da força (punho) pela integridade e paz (mão aberta). As variações específicas de estilo, servem frequentemente como sinais de reconhecimento entre praticantes de uma mesma escola ou linhagem. Podem ter histórias ou filosofias únicas associadas.
Saudação de punho de Wudang
Está associada aos estilos internos de Kung Fu (como Tai Chi, Baguazhang), que valorizam a filosofia Taoista. Simboliza a união de Yin (mão esquerda) e Yang (punho direito), representando a harmonia e o equilíbrio interno, fundamental nas artes de Wudang.
A mão esquerda segura e cobre firmemente o punho direito, com uma aparência mais “entrelaçada” ou firme que a “Standard”.

No Kung Fu de Wudang, os métodos de mão vão além da luta física, incorporando virtudes daoistas como equilíbrio, humildade e fluidez. O punho, como quinta essência, representa a resolução integrada – o ápice onde precisão, captura e ação unem-se numa força serena, que tem a capacidade de transformar conflito em harmonia interna.
O punho concentra a força interna. Cada forma — plano, em pé ou martelo — manifesta direções distintas da energia Yang. Simboliza determinação centrada, canalizando o qi para clareza. Não é força bruta, mas equilíbrio interno, elevando o praticante de guerreiro a sábio na arte marcial.

A palma ensina humildade ao redirecionar energia com suavidade. Representa adaptabilidade, onde a defesa ajusta-se com tato ao fluxo natural.
A emissão de força pelas mãos e pés é um exercício fundamental que transcende a mera técnica marcial. O ato de executar socos e pontapés básicos de forma consciente e coordenada tem o poder de despertar qualidades internas essenciais. Ao concentrar a energia no ponto de impacto, desenvolve-se o foco mental e a determinação. Esta prática simples, mas poderosa, ensina a canalizar a energia, forjando uma garra inabalável que se traduz em maior autoconfiança e capacidade de enfrentar desafios com vigor e propósito.
No punho curto o braço não estica, sendo aplicado num corpo a corpo a curta distância.
No punho longo o braço estende-se um pouco mais longe. E ao recolher a mão faz uma pequena rotação para fora.
No pontapé frontal queremos ativar o calcanhar e levantar ao máximo a perna. Primeiro elevamos o joelho ao máximo e só depois a perna.
O pontapé lateral rodado deve atingir a mão estendida. O pé vai de encontro à mão e não o contrário. Também aqui podemos praticar rodando apenas o joelho.
Na visão daoista, vê-se o corpo, a mente e o espírito como um todo unificado. Sons específicos são escolhidos para harmonizar os órgãos internos e equilibrar as energias do corpo. Cada som tem uma vibração particular que ressoa com um órgão específico, promovendo a cura e o equilíbrio.
Nesta masterclasse abordamos em profundidade e com grande detalhe o movimento “Transformação do Lótus entre o Céu e a Terra” (乾坤莲化 Qián kūn lián huà). Um exercício de autor, demonstrado e explicado pelo próprio.
Esta playlist é cuidadosamente elaborada e mantida para a realização do exercício do Lótus.
Sozinhos vamos mais rápido mas juntos chegamos mais longe.
Teresa Castanheira
Ao explorar os pontapés no KF tomei consciência da assimetria de força l, precisão e flexibilidade que tenho entre o esq/direito – Yin Yang. Também percebi que se estiver bem alinhada ou alicersada no Dantien de baixo, a precisão e força melhoram exponencialmente. Esta prática e a dos socos trazem-me mais foco, direção e ativam-me o fogo interno.
Teresa Castanheira
Bom dia. Tenho gostado particularmente dos
“5 qi regressam à Fonte”. Já experimentei tb a variante que “empurra o céu” e desce à Terra e traz uma qualidade interna diferente, que ainda nsei objetivar com clareza. Parece ser experiências Yin-Yang do mesmo movimento. Muito interessante…
Ana Teixeira
Dado o sentimento de frustração que me tem acompanhado nas sucessivas tentativas de realizar o “bocadinho” da forma de Taiji, em particular, e na dificuldade em contemplar todas as sugestões, dois pensamentos surgiram: 1) Quando foi que deixaste de dar o teu melhor, desistindo por simplesmente sentir que não vale a pena?; 2)A verdadeira conquista está em remar contra a maré, em pleno alto mar. Estas questões são sobre a vida. Este Curso é sobre a Vida. E agora?… 😉 Abracinho!
Teresa Castanheira
Dizem que “não importa o destino, importa o processo”… e este curso abriu um belo. Não pq é fácil, óbvio e inócuo, mas porque nos desafia e nos faz revisitar padrões esquecidos e nos convida a reinventar hábitos, tempos, ritmos e intenções. Falo por mim, claro está… e no meio, do caos, que às vezes se (me) levanta, dou por mim a achar graça a tudo isto e a encontrar beleza nestes nossos processos, sejam eles de êxtase, de frustração, de dúvida ou de convicção. Parece-me tudo, uma espécie de dança: às vezes sincronizada e espetacular outras porém, aos tombos e sem graça. Resta-nos persistir, sorrir pelo meio, encontrar doçura nos entretantos e seguir de coração leve e mente alinhada. 🙃 Será?!
Sandra Coelho
Yin – Yang
Chuva.
O ciclo da água é fechado.
Chove, pelos campos, pela Terra infiltra-se no solo, cria as nascentes, nós Humanos bebemos.
Nosso corpo é composto por cerca de 60% a 70% de água…nosso estado Yang. Vivemos numa harmoniosa transformação de yin-yang… transpiramos…. bebemos… até que Morremos… alcançamos o estado Wújí… e começa a dissecação… voltamos ao pó… evapora a água… vai para o Céu, Yang pois deixa a Terra Yin… forma nuvens… transforma novamente em água… Chove… Nossos antepassados nos tocam… quando chove.
Teresa Castanheira
Que lindo, Sandra. Gosto muito desta ideia de sermos Estrela e Terra. Gosto muito de sentir em mim, neste corpo e nesta essência maior que sou o baile dos 4 elementos: Água, Terra, Ar e Fogo. Gosto de me sentir transitória, Aqui&Agora, de saber que no final, este “pacote” retorna à Fonte, regressa à Terra e nutre outros seres e reinos. Obrigada pormo recordares. Beijinhos.